sexta-feira, 8 de abril de 2011

Irremediável


   É chato que todas as coisas que eu escreva, no fundo, sirvam pra expressar a mesma coisa. Ainda que eu acredite que alguém possa entender ou ao menos ler o que escrevi. Ainda assim eu lamento por todas essas palavras já serem um lamento. Por todos esses verbos e adjetivos serem os mesmos, e por todas as situações serem tão parecidas. Talvez elas sejam parecidas com as suas também, quem sabe? Ou não. Eu só dito aqui, minhas indecisões e meus pensamentos confusos, que talvez ninguém entenda. Minhas idéias, muitas vezes são pífias e minha forma de falar do sofrimento muitas vezes lamentavelmente insuportável. Que qualquer pessoa leia, com a capacidade ou incapacidade de ler as entrelinhas dessas frases confusas, o quanto eu lamento, o quanto eu comemoro, o quanto eu questiono.

   Falando em Pessoas, hoje eu pensei na minha relação com elas. Com os amigos, principalmente. Com os mais próximos, com os mais distantes que costumavam ser mais próximos. Com os próximos demais e com os amigos que não me consideram tão amiga assim, infelizmente. E eu vim tentando abrir espaço para isso. Organizar os diálogos e os risos. Dividir as histórias pra que nenhuma delas fique presa a uma pessoa só. Porque quando isso acontece, EU fico presa a uma pessoa só. E eu sei que uma hora ela não estará mais lá. Seja qual for o motivo. E tratar de esconder o desabafo, engolir o choro. Me importar menos.

   Eu tentei, por inúmeras vezes esquecer o que me deixava esmurecer. E não consegui. Cada dia eu tenho a dolorosa curiosidade de saber o quanto isso vai me consumir. Quanto tempo vai tomar até tudo voltar ao seu devido lugar. Eu não queria que evoluisse, apenas que parasse pra mim. É incalculável e incompreensível. Eu só espero passar. De novo, e de novo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Se desfazer da fonte e continuar bebendo água...

   Tem uma pessoa que eu gosto muito que não gosta nem um pouco de uma outra pessoa que eu também gosto. Entende? E eu sempre defendi essa outra pessoa. Não havia razões pra intriga. Mas eu percebi que quem eu defendo tem uma opinião inversa sobre quem eu sou. Mas não sou igual àquela pessoa que 'não gosta dela'. Eu continuo tendo o mesmo carinho. Aliás, é curioso descobrir que muitas pessoas que eu gosto - mesmo não tendo intimidade - pensam totalmente o oposto de mim, do que eu penso sobre elas. Isso não me atinge. É estranho saber que não modificou em nada. Que essas pessoas tendo conceitos precipitados continuam sendo amáveis e amigáveis pra mim. "Idiota. Te metem o pau e você ainda dispõe de toda tua cordialidade."

   Eu sempre fui assim: idiota. Não abro mão disso, não. Deixa pra lá, sabe? É tão necessário que eu prove quem eu sou? Vê quem quer. E não é preciso óculos, lentes ou zoom pra enxergar.

   E mesmo assim. Eu insisto no meu altruísmo e na minha tentativa leviana de ser heroína... É tão fuleiro. Eu sempre quero ser a heroína de tudo e todos. Mas não tenho o dom. As coisas andam pro caminho oposto a cada tentativa. Eu faço tudo por nada. Até aonde dá pra confiar no taco alheio?

terça-feira, 20 de julho de 2010

A Escola da Vida



A vida é uma escola. É. A frase pode parecer clichê, mas seu significado é a coisa mais verídica no momento. A gente aprende (ou não) e os dias vão passando. Os que seguem os conselhos de seu professor, estão mais preocupados. E existem outros que não estão nem aí e não acreditam no mestre. Deus seria nosso professor. Há o aluno que quer viver livremente e explorar o mundo sem ao menos estudar sobre o que ele pode fazer. Há o aluno que está perdido, quer aprender, mas não sabe como, e acaba fazendo a coisa errada. E há aquele que sabe todo o regulamento da instituição, cumpre com cada parte dele. O aluno que não liga pra nada, repete. O aluno que encontra dificuldades, mas quer aprender, tem direito à recuperação e vai ao concelho. E o aluno dentro dos regulamentos, passa direto pra sua próxima fase. E quem julga tudo isso ? Quem é a Instituição, o professor e o Concelho ? Deus. É. É assim que estive pensando sobre a vida, nos últimos dias. Nós teremos que andar nas linhas pra que possamos passar para a próxima fase. Guardarmos um lugar bom lá, onde quer que Deus nos espere. E assim como a escola, também teremos nossas notas, nossos elogios e recompensas. Teremos um intervalo pra que possamos por as idéias no lugar. As férias, para que possamos descansar. Faremos amigos, nos decepcionaremos, levaremos suspensões (ou não) e seremos advertidos. Teremos momentos bons e ruins. Assim como a escola, a vida também é assim: com suas partes boas e ruins, com o único objetivo de nos fazer aprender e conquistar um lugar bom no futuro. E ao aluno bom, a felicidade de ter seu diploma.
Que aluno você é ?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Descrição do Vazio


Se formos falar do vazio comum, do vazio de qualquer coisa, essa palavra não tem descrição. Mas não é esse tipo de vazio do qual nos referimos. É o vazio de quem se sente oco. Quando raras coisas te fazem sorrir, quando você se dá conta de que não está feliz. Felicidade é uma impossibilidade agora. Mas quantos te entendem? Ninguém entende, e você sabe. Deus nos é bom... Pode parecer que não, mas ele nos deu dois pequenos furos nos olhos para que nossa tristeza caísse por ali, aos poucos. Ou pelo menos para nos aliviar a dor. Quanto pode ser a tristeza para nos perguntarmos a utilidade da nossa vida? Quão grande pode ser o buraco no peito a ponto de sentir o ar sair por ali e não te deixar respirar? Quanto nós podemos nos sentir desamparados a ponto de termos que abraçar nossos joelhos e ainda assim se sentir solto? É triste estar perdido na própria existência. É triste saber que todos querem ser diferentes. Mas hoje, mais do que nunca, eu quero que as pessoas sejam iguais, pra que elas possam me entender. Se uma pessoa não passa pelo mesmo que eu, ela jamais me entenderá. Jamais se importará. Pois bem... Quero as pessoas iguais agora. Quero um ombro igual ao meu, lágrimas iguais às minhas. Quero a pureza no coração do outro, a mesma que tenho no meu. Quero fincar minha esperança em companhias reais. Quero uma pessoa do lado, com a dor igual a minha. Eu queria... Quero. Talvez não fabriquem mais gente sensível. Gente igual, que entenda um ao outro. Fabricar? É. Parece que as pessoas são míseros produtos, mercadorias, robôs movidos a pilha. Sem qualquer sensibilidade. Ou talvez as pessoas não tenham mais problemas. É, eu não tinha pensado nisso. Talvez os problemas tenham simplesmente acabado pra elas, enquanto eu estou aqui, e os problemas acabando... Comigo. Tem alguém igual aí ?

sábado, 10 de julho de 2010

Decisões Incertas ou Não Tomadas







Fica claro que eu não quero te perder no escuro
É exato e ao mesmo tempo indeciso o que sinto
É chato ter tolerância por tudo
Ruim é não saber se é a razão ou a emoção que fala
Porque não sabe se é certo ou errado sentir o que sente
Viver infeliz ocultando
Ou talvez agüentar preconceitos contente
Nada é perfeito, nem tudo é justo
Minha Fé quase fraca, minha mente indecisa
Eu sei o que me faz feliz
Mas não sei o que é bom pra mim
Quem você ama é contra
O que te faz feliz não é aceito
Desapontar quem se ama em eterno sufoco
Ou jogar tudo pro alto, e viver pra sorrir?
Porque é tão difícil o conceito “Ser feliz?”